10 de ago de 2007

INDIGNADOS


Certa vez houve um concurso de pintura e o primeiro lugar seria dado ao quadro que melhor representasse a paz. Ficaram, dentre muitos, três finalistas igualmente empatados.

O primeiro retratava uma imensa pastagem com lindas flores,borboletas que bailavam no ar acariciadas por uma brisa suave.

O segundo, mostrava pássaros a voar sob nuvens brancas como a neve em meio ao imaculado azul do céu.

O terceiro mostrava um grande rochedo, sendo açoitado pela violência das ondas do mar em meio a uma tempestade estrondosa e cheia de relâmpagos.

Mas para surpresa e espanto dos finalistas, o escolhido foi o terceiro quadro, o que retratava a violência das ondas contra o rochedo. Indignados, os dois pintores que não foram escolhidos, questionaram o juiz que deu o voto de desempate:

Como este quadro tão violento pode representar a paz, Sr. Juiz? E o juiz, com uma serenidade muito grande no olhar, disse:- Vocês notaram que em meio à violência das ondas e à tempestade há, numa das fendas do rochedo, um passarinho com seus filhotes dormindo tranqüilamente.

E os pintores, sem entender, responderam: sim, mas...

Caros amigos, a verdadeira paz é aquela que mesmo nos momentos mais difíceis nos permite repousar tranqüilos.

Talvez muitas pessoas não consigam entender como pode reinar a paz em meio à tempestade, mas não é difícil de entender.

Considerando que a paz é um estado de espírito, podemos concluir que, se a consciência está tranqüila, tudo à volta pode estar em revolução que conseguiremos manter nossa serenidade.

O ninho do pássaro que repousava serenamente com seus filhotes é nossa consciência tranqüila.

A consciência é um refúgio seguro, quando nada tem que nos reprove. O contrário também pode acontecer: tudo à volta pode estar tranqüilo e nossa consciência arder em chamas.

Ela é um tribunal implacável, do qual não conseguimos fugir, porque está em nós.

É ela que nos dá possibilidade de permanecer em harmonia íntima, mesmo quando tudo à volta ameace desmoronar.

Fonte: Internet
Autor: Desconhecido

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