28 de out de 2009

Não é o fim, é o começo.



Já parou para pensar quantas vezes na vida nos deparamos com situações onde parece que tudo acabou? Que não tem mais jeito? Que chegamos no fundo do poço? Que verdadeiramente estamos num beco sem saída? É! às vezes a vida nos leva a pensar assim. Muitas pessoas diante de uma situação dessa simplesmente desistem, inclusive de suas próprias vidas, outras se entregam às bebidas ou às drogas. Quantos casais ao enfrentarem uma crise conjugal, tomam a decisão da separação por acharem que é o fim. Quantos homens e mulheres de Deus diante de intensas lutas ministeriais não tem outro pensamento, senão o de desistir? De entregar o ministério que lhes foi confiado pelo Altíssimo. São tantas as situações, são tantos os motivos para desistir, mas hoje é o dia de compreender que não é o fim, é o começo.


No livro de João Cap 8:1-11 relata a história de uma certa mulher que um dia foi flagrada em adultério. Para os judeus que seguia rigorosamente a Lei Mosaica, tal pessoa deveria ser punida com morte de apedrejamento. Eu fico pensando no desespero daquela mulher quando foi pega em tal situação. Ela que talvez tantas vezes se aventurou naqueles encontros que lhe dava enorme prazer. Talvez atraída pelo gosto de situações perigosas, talvez por uma crise conjugal ou desilusão amorosa, talvez induzida por uma casta de demônios, sei lá, muitos são os motivos que podem ter levado aquela mulher para a prática do adultério. O fato é que era algo corriqueiro na vida dela, pois no final do versículo 11 Jesus a adverte para que “abandone sua vida de pecado”. Agora estava ela ali diante de seus algozes, os frios, insensatos e hipócritas fariseus. Penso que de repente sua vida inteira passou como um filme diante de seus olhos. Ali ante a iminência da cruel morte de apedrejamento, ela pensa em todas as coisas que deixou de fazer na vida e em tantas outras que poderiam ser feitas, mas agora era tarde, o fim estava próximo. Bom! Pelo menos era o que ela pensava, ou talvez essa era a acusação do inimigo contra ela naquele instante, mas, os fariseus tinham outro plano, ela serviria de “isca” paras eles apanharem o Mestre. Então uma vez levada diante de Jesus os cínicos fariseus levantam uma questão: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em ato de adultério. Na Lei, Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres. E o senhor, que diz?”. Na verdade eles estavam armando uma cilada, a fim de terem argumentos para acusá-lo, mas chegando lá situação daquela mulher muda. Diante de Jesus toda acusação perde o valor, os inimigos são envergonhados, a hipocrisia cai por terra, o pecado é perdoado e o fim vira começo. Ela mal podia acreditar no que estava acontecendo, diante da autoridade da palavra de Jesus, os seus acusadores vão se retirando um a um, até que finalmente fica somente ela e o Mestre. Ficando em pé diante dela Ele pergunta: “Mulher, onde estão eles? Ninguém a condenou?.” “Ninguém, Senhor”, disse ela. “Eu também não a condeno.”

Agora ela entendia que se tratava de um novo começo, uma nova vida, novas oportunidades, novos conceitos. Penso que talvez foi o dia mais feliz da sua vida. E hoje pode ser também para você caro leitor um novo começo, é possível que antes de começar a ler este texto sua vida estivesse sem sentido, talvez todas as portas se fecharam e única coisa que vinha em seus pensamentos era: É O FIM! Mas agora Jesus está lhe dizendo: É O COMEÇO! Era praticamente impossível para a mulher adúltera se livrar da condenação da morte, mas levada na presença de Jesus sua história teve um novo desfecho.

Siga em frente e não se deixe levar pelas circunstâncias. Dificuldades na maioria das vezes são oportunidades disfarçadas para uma nova experiência com Jesus.

Que Deus lhe Abençoe.


Aldrin Sena.

16 de out de 2009

Carlinhos Felix - Nós dois (ao vivo)

A esposa da sua (minha) juventude.


"Beba das águas da sua cisterna, das águas que brotam do seu próprio poço.
Por que deixar que as suas fontes transbordem pelas ruas, e os seus ribeiros pelas praças?
Que elas sejam exclusivamente suas, nunca repartidas com estranhos.
Seja bendita a sua fonte!
Alegre com a esposa da sua juventude."
Prov 5:15-18


Existem certas coisas que acontecem em nossas vidas que marcam para sempre, são como ferro quente na pele, jamais será apagado. Em 08 de janeiro de 1997 aconteceu algo assim em minha vida. Naquele dia eu conheci uma pessoa, que aqui eu quero denominar como uma menina mulher. Quando eu a vi pela primeira vez a química do amor entrou em ação instantaneamente, fui fisgado no ato. A partir daquele dia passei a viver momentos memoráveis. Embalado pela paixão não pensava em outra coisa, a não ser na menina mulher. Na época eu era funcionário público, até que um belo dia, por questões políticas fui exonerado da função que exercia na prefeitura daquela pequena e pacata cidade de Mascote, o que me obrigou a mudar para minha cidade de origem. O emprego acabou, mas, a paixão ia a todo vapor, até parece que a distancia só aumentava esse sentimento. Quase dois anos depois, novamente me vi forçado a mudar de cidade, por conta da minha situação financeira, então fui morar em Porto Seguro. Nova cidade, nova vida, novos sonhos, novas perspectivas. A distância agora também era bem maior, mas, ainda assim estávamos unidos. Com o tempo a paixão foi acabando pouco a pouco, e foi nascendo outro sentimento mais sólido, mais arraigado, o amor. O nosso maior desejo era ficar juntos, porém existiam muitas barreiras, a dificuldade financeira era um terrível monstro que nos assombrava, até que um dia ao visitá-la na sua cidade, ela toma uma decisão radical: Partiria comigo para Porto Seguro “de mala e cuia”, custasse o que custasse. Aquilo me chocou, pois não houve planejamento, fui pego de surpresa. Naquele momento havia em mim um misto de alegria e preocupação, pois sabia que as condições não estavam favoráveis, tinha tanta coisa que precisava ser ordenada, mas a vontade de ficar juntos era mais forte que tudo. Então, depois de comunicar a família dela partimos para uma vida à dois, um só corpo, uma só carne, alimentados apenas pela esperança de que dias melhores viriam.


Todo começo é sempre difícil, ainda mais quando não há projeto, e não foi diferente com a gente. Enfrentamos todo tipo de dificuldade, desde a moradia até o desemprego, passamos por lutas intensas, mas sempre acreditando num amanhã melhor. Uma vez ou outra uma crise conjugal tentava abalar as estruturas da nossa relação, mas sempre reconciliávamos. Até que veio a primeira filha, e junto com ela o sonho da casa própria começou a se concretizar. Passamos a morar debaixo do nosso teto, tudo bem que não era a casa dos sonhos, mas era nossa. A cada dia aquela menina mulher se mostrava forte, uma verdadeira guerreira. E nós seguíamos enfrentando e vencendo as batalhas da vida. Nessa época eu encarava uma doença terrível, a síndrome do pânico, o medo da morte era minha companhia de todos os dias, acordava no meio da noite com crises terríveis e ela sempre ali do meu lado. O tempo passa e um dia ela me diz: Aldrin tem mais um pra chegar! Isso mesmo! Agora é a chegada da nossa segunda filha. Nossa! Diante de tanta luta e mais uma filha, isso representaria sérias mudanças em nosso tão apertado orçamento, mas tudo bem, aceitamos com resignação. Três meses depois do nascimento de Mariana (nossa segunda filha) nosso casamento estava passando por uma crise terrível, de repente achávamos que era o começo do fim, mas, algo extraordinariamente maravilhoso aconteceu em nossas vidas: Deus com seu incomensurável amor e misericórdia, fez com que conhecêssemos Jesus. A nossa relação foi restaurada e passamos a enxergar um futuro diferente sob a ótica de Deus. Descobrimos que esse Deus maravilhoso nos ama, e que família é um plano dele, que aliança não se quebra jamais.

Ontem (15/10/09) essa mulher menina, completou mais um ano de vida, e ao todo já temos quase treze anos de convivência, hoje verdadeiramente eu sei o quanto essa mulher vale pra mim, eu sei através da palavra de Deus que ela é metade de mim, e que eu sou metade dela, e que assim nos tornamos uma só carne. Quem entende esse mistério?

"Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne." Gn 2:24

Yara, Você me fez viver momentos inenarráveis, você me fez sorrir de jeito que ninguém fez, você me fez sentir o que nunca sentir por outra pessoa. Eu louvo a Deus pelas sua vida. Sei que essa união não vai terminar até que a morte nos separe, e isso ainda vai levar um tempo, muito tempo, assim espero e acredito.

“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.
Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante.
Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará?
E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.” Ec 4:9-12

Hoje eu bem sei que esse cordão de três dobras é: Eu, Jesus e você. Jesus está entre eu e você para nos tornar coesos. Vimos, vemos e estamos vencendo. A nossa história ainda vai edificar muitas vidas. Deus ainda vai nos usar muito como instrumento Dele na vida de outras pessoas.

Parabéns Yara! Eu te amo!


Aldrin Sena.

3 de out de 2009

Deixando o cântaro.

“Vocês, samaritanos, adoram o que não conhece; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade.” João 4:22-23

Há muito tempo atrás numa terra longínqua, existiu uma certa mulher samaritana. Essa mulher era descendente de estrangeiros que tinham morado muitos anos antes na região que depois seria conhecida como a província de Samaria. Ali esses estrangeiros se misturaram, casando-se com judeus e, em parte, adotaram sua religião, e, em parte, adoravam seus próprios ídolos, surgindo assim uma espécie de sincretismo religioso, algo mortalmente perigoso e abominável por Deus. Essa mulher tinha sede, muita sede, e assim, todos os dias ela fazia algo que lhe exigia muito esforço, pegava o seu velho cântaro e se dirigia até um poço d’água que ficava localizado nas redondezas da cidade. Uma vez lá, enchia o seu recipiente de barro com água daquela fonte e retornava para casa. Nesse processo de idas e vindas ele tinha mais sede do que a água que podia carregar. Até que um belo dia lá pelos idos dos anos 30 DC ao chegar no poço ela encontra um senhor (O Senhor), sentado a beira do poço, algumas características físicas logo fizeram a mulher perceber que ali se tratava de um judeu, o que de imediato fez ela mudar seu semblante, demonstrando assim uma certa insatisfação, pois judeus e samaritanos não se falavam. Ela não sabia, mas estava diante Jesus Cristo, o Messias. Em dado momento Jesus pede água àquela mulher, cega por suas convicções religiosas ela retruca: “Como o senhor, sendo judeu, pede a mim, uma samaritana, água para beber?” O questionamento dela foi crucial para o desenrolar do diálogo que se seguiria, a partir dele muitas concepções erradas daquela senhora foram desfeitas, maldiçoes foram quebradas e verdadeiramente houve libertação.

A história acima está registrada no livro de João 4:1-42, e nos mostra que a partir daquele encontro grandes transformações aconteceriam na vida daquela samaritana

Preconceito racial – No versículo 7 Jesus pede água à mulher mesmo sabendo que ela se tratava de uma samaritana, pois os judeus não falavam com os samaritanos por considerarem um povo impuro. Aquele pedido deixa a mulher atônita, como um judeu poderia lhe pedir água?

Jesus veio para quebrar as barreiras de todo preconceito. Aquela mulher se encontrava na prática de coisas erradas, era descendente e vivia no meio de um povo idólatra, mas Jesus enxergava ali uma verdadeira adoradora, alguém que precisava apenas que lhe fosse mostrada a verdade.

Cegueira espiritual – Versículo 10 Jesus responde aquela mulher que se ela conhecesse o dom de Deus, e quem estava pedindo água, ela teria pedido e ele lhe teria dado água da vida. Disse a mulher: “O senhor não tem como tirar a água, e poço é fundo. Onde pode conseguir essa água vida?”

Ela não conseguia enxergar que estava diante da própria fonte da água viva, ela ainda questiona: “Acaso o senhor é maior que nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu? Pobre senhora, tão arraigada nos costumes dos seus antepassado, que deixava sua visão embotada. E, hoje? Quantas pessoas ainda se mantém fiéis a conceito errados do passado, crendices, terços e tolices. Quantas ainda vão buscar matar a sua sede em fontes erradas, sujas, águas que contaminam, matam mais do que saciam a sede.

“Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” II Cor 4:4

“Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade. Porque dirão os gentios: Onde está o seu Deus? Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou. Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não vêem. Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam.” Salmo 115:1-8

Quebra de maldição – Versículo 17 Ele lhe disse: “Vá, chame o seu marido e volte”. “Não tenho marido”, respondeu ela. Disse-lhe Jesus: “Você falou corretamente dizendo que não tem marido. O fato é que você já teve cinco; e o homem com quem agora vive não é o seu marido. O que você acabou de dizer é verdade.”

Havia na vida daquela mulher uma maldição, provavelmente tinha filhos, mas nunca teve marido, talvez relacionamentos rompidos pelo peso da maldição de separação. Quantas famílias hoje não estão e são destruídas a todo instante, laços matrimoniais rompidos, filhos sem pais, pais adúlteros. Certamente a samaritana teve um oportunidade de confessar seus erros, talvez não tenha sido fácil pra ela expor sua intimidade, mas, aquilo foi a cura da ferida aberta. Eu creio que ali satanás perdeu as forças na vida dela, naquele instante ao abri sua boca e dizer que nunca teve um marido, o ciclo foi interrompido, a maldição de solteirice foi descontinuada.

Religiosidade – Versículo 20 “Nosso antepassado adoravam neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.”

Onde devemos adorar a Deus? Como devemos adorá-lo? A mulher tinha como referência de adoração o monte, se não fosse no monte, pra ela Deus não aceitava sua adoração. O próprio Jesus responde: Vs 23-24 “No entanto está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, São este os adoradores que o Pai procura”.

Naquele momento Jesus quebrava o jugo da religiosidade, um peso demasiadamente grande e insuportável que muitos tem carregado nos ombros. Deus é espírito e importa que nós o adoremos em espírito e em verdade. Muitos estão presos a vestes, locais, rituais, maneiras, gestos mecanicamente ensaiados para adorar a Deus, e muitas vezes perdem a oportunidade de adorar verdadeiramente.

Deixando o cântaro – Versículo 28 Então, deixando o seu cântaro, a mulher voltou à cidade e disse ao povo:”

Depois do encontro com Jesus aquela mulher se encontrava extasiada, a alegria é tamanha que ela deixa para trás o cântaro, aquele pesado objeto de barro de tantos anos sendo carregado nos ombros, lhe causando fadiga, dor e sofrimento, agora era esquecido. Algumas pessoas também tem carregado cântaro durante toda sua vida, são tantos os cântaros: Idolatria “pagamento de promessas que não tem fim” – Jesus já pagou o preço ali na cruz do calvário; A falta de perdão; Desonestidade – Alguns tem enchido o cântaro da desonestidade, sempre procurando dá um jeitinho de “subir” na vida mais rápido; Prostituição; Adultério; Avareza; Rebeldia, etc. Todas essas coisas são fardos muitos pesados.

Jesus disse àquela mulher: “Mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Ao contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna”. Em outras palavras Ele estava dizendo: Você não precisa mais carregar esse cântaro, hoje eu te livro do peso dele, basta você querer, a decisão é sua.

Aquela mulher samaritana provavelmente era desacreditada, talvez fosse motivo de escárnio, talvez ninguém naquela cidade respeitasse ela, mas, depois do encontro com Cristo tudo mudou: O seu aspecto mudou, a sua voz mudou, ela agora tinha um brilho radiante. Foi tão radical a mudança que ela influenciou a vida de outras pessoas, no versículo 42 encontramos a seguinte declaração dos habitantes daquele lugar: “E disseram à mulher: Agora cremos não somente por causa do que você disse, pois nós mesmos o ouvimos e sabemos que este é realmente o Salvador do mundo”. Oh! Glórias! Ela agora anunciava o evangelho de Cristo Jesus, livre do cântaro tinha se tornado uma evangelista.

Hoje é dia de salvação, amém!

Aldrin Sena


24 de set de 2009

Senhor nos livra da esterilidade, amém!


Há mais ou menos uns cinco anos atrás eu ganhei uma linda muda de graviola, obviamente fiquei feliz por se tratar de uma planta que dá um fruto de sabor inigualável, muito apreciado por quase todas as pessoas. Quem nunca tomou um suco de graviola? Uma vez recebida a muda tratei logo de cavar um buraco no fundo do quintal e providenciar o plantio da mesma para que não houvesse o risco dela sucumbir pela falta de água e nutrientes. Tarefa cumprida, passei então a regá-la todos os dias com maior cuidado e dedicação. Ver aquela plantinha crescer era pra mim motivo de alegria, porém, me deixava também muito ansioso, pois eu não parava de pensar na colheita dos primeiros frutos. Passado longos cinco anos, só pude me alegrar com a colheita de um único fruto. Depois de tanto cuidado e expectativa, apenas um mirrado fruto. Falha minha ou as condições do terreno não eram propícias para o cultivo da graviola? Nem uma coisa nem outra, o meu pé de graviola simplesmente resolveu não dá frutos. Ele tinha tudo a seu favor: solo fértil, luz do sol nas horas certas, sombra, água, cuidado, etc. tudo o que uma planta necessita para se desenvolver e frutificar, mas ele se tornou infrutífero.


Qual a relação do texto acima com a vida do cristão? Somos como árvores? Sim, e de nós também é esperado frutos. Esses frutos representam uma mudança de atitude para com o pecado. O mundo precisa notar uma diferença na vida de cada cristão, ele já não mais agirá como antes, agora viverá em novidade de vida. A sua vida deve ser um testemunho vivo para aqueles que ainda não conhecem a Cristo. Essa mudança é o resultado de uma vida de harmonia com Deus, obedecendo seus princípios e amando a todos incondicionalmente.


“Mas o fruto do Espírito é: Amor, alegria, paz, longaminidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” Gálatas 5: 22, 23


Todas as pessoas que se convertem devem buscar experimentar o fruto do Espírito, devem amar o seus próximo, a alegria deve fazer parte de suas vidas, independentemente das circunstâncias. O apóstolo Paulo na carta aos Filipenses capítulo 4:11-12 diz: “Digo isso não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez;”. A paz é algo que excede na vida do crente, pois Jesus disse em João 16:33 “Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz”. Devem também ter longaminidade, ou seja, ter grande ânimo, não desencorajar facilmente, pois somente os que perseverarem até o fim receberão a coroa da vida. Usar de benignidade em todas as atitudes, se esforçando ao máximo na prática da bondade com fidelidade, sempre tendo mansidão e procurar jamais perder o domínio de suas emoções, mantendo-se em equilíbrio constante, vigiando e orando, pois o espírito está pronto, mas a carne ainda é fraca.


O meu pé de graviola continua lá no quintal lindo e cheio folhas, porém infrutífero, o pior é que as folhas acabam se tornando um grande problema, pois elas caem e sujam todo o quintal, se ao menos e pudesse contar com os frutos isso tornaria o trabalho de limpeza menos árduo e tedioso. Certa vez Jesus enquanto viajava teve fome, de repente ele encontra uma figueira à beira do caminho, se aproximou dela, mas nada encontrou, a não ser folhas. Então lhe disse: “Nunca mais dê frutos!” Imediatamente a árvore secou – Mt 21:18-19.


Será que estamos como meu pé de graviola e a figueira de Jesus? Será que estamos no preocupando mais com a forma do que com o conteúdo? E se secarmos como a figueira? Tantas pessoas vivem numa abominável e enganosa aparência, as suas muitas “folhas” são visíveis, chegam até mesmo a impressionar alguns incautos.


Senhor nos livra da esterilidade, amém!


Aldrin Sena.

19 de set de 2009

Quando a luz se apaga.

“Estava chegando ao mundo a verdadeira luz, que ilumina todos os homens.” João 1:9




O relógio marcava 13h e 40 minutos, de um dia qualquer do mês de setembro. Estava me preparando para repousar por pelo menos uma hora, para então depois retornar às atividades na pequena mercearia, quando de repente ouço um barulho característico na frente da casa “Toc Toc”, a minha esposa se dirige até o portão e constata a presença de um funcionário da companhia de eletricidade, ao que ela exclama, Aldrin! O pessoal da COELBA está questionando o pagamento da conta de energia. Mais que depressa, sem pestanejar, respondi: Está paga, pega e apresenta a ele. Yara passa alguns instantes procurando a “bendita” conta e então me fala com um ar de decepção que a conta não está quitada. Puxa! Por um só instante não queria está ali. Sinceramente, não queria acreditar que aquilo estava acontecendo. Como podia ter esquecido? Tinha certeza que não devia aquela conta. Mas, o fato é que naquele instante precisava encarar o funcionário da empresa. Dirigir-me até aquele senhor e comecei explicar para ele o não pagamento da conta, argumentando que foi um esquecimento, ao tempo que solicitei alguns minutos de tolerância suficientes para que eu fosse até o local de recebimento de contas mais próximo e então retornasse com o comprovante quitado. Doce ilusão a minha, ele nem se quer olhou para meu rosto, simplesmente ignorou a minha presença e a minha solicitação, inexoravelmente e com sua indefectível chave de fenda lançava mão da caixa de distribuição de energia. É sempre uma sensação ruim ter aquele carro parado na sua porta, com seus ocupantes de jaleco azul e capacete plástico. Agora essa sensação torna-se pior quando visivelmente percebe-se que a intenção deles é efetivar a interrupção do serviço. Até parece que os olhares de todos os curiosos da rua são atraídos para o local. Não sejamos hipócritas, todos sofremos nesse momento, nos sentimos impotentes e humilhados ante aquela situação vexatória.

Depois de todo o ocorrido só uma coisa me preocupava agora, fazer o pedido de religação de urgência de energia, pois logo a noite chegaria e afinal de contas ninguém gosta de ficar na escuridão. Fico pensando que assim como no mundo físico é ruim ficar sem energia elétrica que nos proporciona luz quando cai à noite, terrivelmente é no mundo espiritual a vida daqueles que vivem em densas trevas pela falta da presença de Jesus. São como cegos sem guias que não acertam o caminho, são como barcos sem leme que erram a direção e são levados ao sabor da maré.

Fiquei sabendo que algumas pessoas da rua que também tiveram o fornecimento de energia suspenso, optaram pelo famoso “gato”, que nada mais é que uma ligação de energia não autorizada. Além de causar sérios riscos à vida daqueles que o fazem, também os que cometem tais atos podem sofrer as penalidades impostas pela COELBA e as sanções previstas na Lei. Muitas pessoas na vida estão fazendo “gatos” espirituais e pagando um alto preço pelo que fazem.

“Pois há um só Deus e um mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus” I Tm 2:5.

Fazer “gato” espiritual é pecado, não há nada que possa ser feito para que traga luz em nossas vidas senão aceitar Jesus como Senhor e suficiente salvador. Nem Mantras, nem Chacras, nem Rezas, nem Mandingas, nem Despachos, nem Tarôs, nem Búzios, nem Numerologia, nem Cartomancia, nem Astrologia, nem Umbanda, nada disso pode iluminar o homem.

Assim como fui surpreendido pelo funcionário da COELBA, achando que encontrava-me em dia com o pagamento das contas, muitos no dia do Senhor também serão decepcionados e envergonhados, ao descobrirem que foram negligentes durantes toda a sua vida, que não deram crédito às palavras do evangelho, que preferiram confiar na “luz” desse mundo tenebroso e que sempre trataram com escárnio as palavras dos profetas.

Como está a sua vida? Clara como um dia de sol? Ou negra como uma noite sem luar? Aquilo que o homem planta ele também ceifará.

É tempo de quitar as contas com Deus e se livrar do opróbrio de nossas vidas, ainda há tempo, mas no dia do Senhor o Juiz será implacável e julgará segundo o feito de nossas obras.

Que Deus nos abençoe!

Aldrin Sena

11 de set de 2009

Separando Ló de nossas vidas

“14 Disse o Senhor a Abraão, depois que Ló se separou dele: Ergue os olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente; 15 porque toda essa terra que vês, eu te darei, a ti e à tua descendência, para sempre.” – Gn 13:14-15


Sabemos através da bíblia que Deus fez um chamado especificamente para Abrãao, ou Abrão como era o seu nome antes do Senhor mudar. No capítulo 12:4 do livro de Gênesis está registrado que “Partiu, pois, Abrão, como lho ordenara o Senhor,” e o texto segue dizendo: “e Ló foi com ele”. Abrão não sabia, mas o simples fato de permitir que seu sobrinho Ló o acompanhasse na jornada que se seguiria, seria o motivo de muitos problemas, aborrecimentos, prejuízos financeiros e espirituais. Ló aproveitando a oportunidade seguiu o tio no vácuo da benção, conseqüentemente ele passou também a desfrutar da prosperidade do Senhor destinada a Abrão. Nesse texto eu vejo Ló como um broto numa planta em desenvolvimento, ou seja, parte dos nutrientes necessários ao crescimento da planta, é sugado pelo broto. Em determinado ponto da jornada a situação fica tão insustentável, devido às muitas confusões entre os pastores de Ló e Abrão, que obriga Abrão a tomar a difícil decisão de se separar do seu sobrinho, difícil porque se tratava de seu parente alguém que era sangue do seu sangue, filho do seu irmão, alguém que tinha fortes laços familiares. Caro leitor caminhar com Jesus muitas vezes requer sacrifícios como esse de Abrão, muitas vezes teremos de tomar decisões complexas, que causarão dor e sofrimento. Segundo o versículo 14 do capítulo 13, Deus só falou com Abraão depois que Ló se separou dele, antes disso acontecer Ló representava um empecilho. Assim tem sido na vidas de muitos pessoas, esperam ouvir a confirmação das promessas de Deus, mas “Ló” impede.

O que representa Ló em nossas vidas? A posição social, o álcool, as drogas, a mentira, a Inveja, a prostituição, o orgulho, a altivez de espírito, a avareza, ou será aquela vontade da carne que nunca está satisfeita? Hoje é dia de dizer adeus para Ló, é dia de se separar para que Deus venha nos falar. Separar é santificar, “santifique-se hoje e amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós.” Josué 3:5

Que todos fiquem com a graça e paz de Jesus.

Aldrin Sena

Tenha paciência

Hoje completa 09 dias desde a última publicação, mas tenha paciência tem novos posts no forno, logo logo sairão quentinhos, provavelmente o próximo será sobre Abrão e seu sobrinho Ló.

Ah! Por favor não esqueça de deixar seu comentário ao ler um texto.

2 de set de 2009

Ungido de Deus

“O SENHOR me guarde, de que eu estenda a mão contra o ungido do SENHOR; agora, porém, toma a lança que está à sua cabeceira e a bilha de água, e vamo-nos.” (I Samuel 26 : 11)

Hoje eu li um texto publicado no blog Projeto Amor, intitulado “Analisando criticamente o Pr. Silas Malafaia” e confesso que fiquei pasmado diante da “coragem” do autor quando ele sem nenhum temor dispara uma rajada de críticas contra o Pr. Silas Malafaia, antes de tudo quero deixar bem claro que não sou Assembleiano nem tão pouco discípulo de Malafaia, mas fiquei indignado com o teor ácido do texto, pois afinal de contas se trata de críticas feitas à um servo de Deus, pelo menos até onde eu sei. Meu Deus o que está acontecendo? Evangélicos X Evangélicos. Parece que a obra de Deus para alguns tem se tornado num imenso campo de batalhas, onde tristemente podemos observar cristãos gladiando contra cristãos. Amados irmãos o diabo já tem o inferno inteiro para criticar os ungidos de Deus, todo aquele que se levanta para realizar tal coisa está correndo um sério risco.

Acusar, criticar, tudo isso é fácil, difícil é mudar o mundo a partir de nós mesmos. A seara é imensa e são tão poucos os ceifeiros, através da própria internet nós podemos ganhar muitas almas para Jesus, então porque publicar textos que não edificam a vida das pessoas? Quem ganhou com a publicação de críticas contra o Pr. Malafaia? Se um não crente ler essas críticas, qual é a visão que ele vai ter do evangelho de Cristo Jesus? São perguntas que não se calam.

31 de ago de 2009

Da água pro vinho


Ontem, 30 de Agosto de 2009, Walter Cunha aspirante ao Ministério Pastoral, pregou uma excelente mensagem sobre a Oração de Jabez, utilizando como referência o livro de I Cr no Cap 4:9-10. Toda a Igreja pode sentir um imenso mover do Espírito Santo, obviamente aqueles que estavam sensíveis a Ele.

O irmão Walter tem sido uma prova viva do poder de Deus na transformação do cárater do ser humano. Eu já conhecia ele antes da conversão e agora posso contemplar com meus olhos a grande obra que Deus está fazendo na vida desse homem, Isso me faz lembrar do irmão Alexsandro Soares e a revelação da palavra do Senhor, que o Espírito Santo lhe deu numa passagem bíblica registrada no livro de João Cap 2:1-11, quando Jesus estava participando de um casamento e de repente no meio da festa acaba o vinho, então Jesus é procurado e ali nas Bodas de Caná Ele acaba realizando o seu primeiro milagre, transformando água num vinho de excelente qualidade, tanto é que os convidados questionam porque aquele vinho não foi servido no início da festa, já que era um costume da época servir primeiro o melhor vinho e no final o de qualidade inferior. Assim eu vejo o que Jesus faz com as pessoas, transforma uma simples água, incolor, insípida e inodora, que é as nossas vidas, em vinho novo e saboroso que vai alegrar a vidas de multidões.

E você leitor? Continua sendo água ou já foi transformado em vinho?