24 de set de 2009

Senhor nos livra da esterilidade, amém!


Há mais ou menos uns cinco anos atrás eu ganhei uma linda muda de graviola, obviamente fiquei feliz por se tratar de uma planta que dá um fruto de sabor inigualável, muito apreciado por quase todas as pessoas. Quem nunca tomou um suco de graviola? Uma vez recebida a muda tratei logo de cavar um buraco no fundo do quintal e providenciar o plantio da mesma para que não houvesse o risco dela sucumbir pela falta de água e nutrientes. Tarefa cumprida, passei então a regá-la todos os dias com maior cuidado e dedicação. Ver aquela plantinha crescer era pra mim motivo de alegria, porém, me deixava também muito ansioso, pois eu não parava de pensar na colheita dos primeiros frutos. Passado longos cinco anos, só pude me alegrar com a colheita de um único fruto. Depois de tanto cuidado e expectativa, apenas um mirrado fruto. Falha minha ou as condições do terreno não eram propícias para o cultivo da graviola? Nem uma coisa nem outra, o meu pé de graviola simplesmente resolveu não dá frutos. Ele tinha tudo a seu favor: solo fértil, luz do sol nas horas certas, sombra, água, cuidado, etc. tudo o que uma planta necessita para se desenvolver e frutificar, mas ele se tornou infrutífero.


Qual a relação do texto acima com a vida do cristão? Somos como árvores? Sim, e de nós também é esperado frutos. Esses frutos representam uma mudança de atitude para com o pecado. O mundo precisa notar uma diferença na vida de cada cristão, ele já não mais agirá como antes, agora viverá em novidade de vida. A sua vida deve ser um testemunho vivo para aqueles que ainda não conhecem a Cristo. Essa mudança é o resultado de uma vida de harmonia com Deus, obedecendo seus princípios e amando a todos incondicionalmente.


“Mas o fruto do Espírito é: Amor, alegria, paz, longaminidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” Gálatas 5: 22, 23


Todas as pessoas que se convertem devem buscar experimentar o fruto do Espírito, devem amar o seus próximo, a alegria deve fazer parte de suas vidas, independentemente das circunstâncias. O apóstolo Paulo na carta aos Filipenses capítulo 4:11-12 diz: “Digo isso não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez;”. A paz é algo que excede na vida do crente, pois Jesus disse em João 16:33 “Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz”. Devem também ter longaminidade, ou seja, ter grande ânimo, não desencorajar facilmente, pois somente os que perseverarem até o fim receberão a coroa da vida. Usar de benignidade em todas as atitudes, se esforçando ao máximo na prática da bondade com fidelidade, sempre tendo mansidão e procurar jamais perder o domínio de suas emoções, mantendo-se em equilíbrio constante, vigiando e orando, pois o espírito está pronto, mas a carne ainda é fraca.


O meu pé de graviola continua lá no quintal lindo e cheio folhas, porém infrutífero, o pior é que as folhas acabam se tornando um grande problema, pois elas caem e sujam todo o quintal, se ao menos e pudesse contar com os frutos isso tornaria o trabalho de limpeza menos árduo e tedioso. Certa vez Jesus enquanto viajava teve fome, de repente ele encontra uma figueira à beira do caminho, se aproximou dela, mas nada encontrou, a não ser folhas. Então lhe disse: “Nunca mais dê frutos!” Imediatamente a árvore secou – Mt 21:18-19.


Será que estamos como meu pé de graviola e a figueira de Jesus? Será que estamos no preocupando mais com a forma do que com o conteúdo? E se secarmos como a figueira? Tantas pessoas vivem numa abominável e enganosa aparência, as suas muitas “folhas” são visíveis, chegam até mesmo a impressionar alguns incautos.


Senhor nos livra da esterilidade, amém!


Aldrin Sena.