16 de out de 2013

Hamã: Poder, ódio e forca.

"Naquele dia Hamã saiu alegre e contente. Mas, ficou furioso quando viu que Mardoqueu, que estava junto à porta do palácio real, não se levantou nem mostrou respeito em sua presença.

 Hamã, porém, controlou-se e foi para casa. Reunindo seus amigos e Zeres, sua mulher,

 Hamã vangloriou-se de sua grande riqueza, de seus muitos filhos e de como o rei o havia honrado e promovido acima de todos os outros nobres e oficiais.

E acrescentou Hamã: "Além disso, sou o único que a rainha Ester convidou para acompanhar o rei ao banquete que ela lhe ofereceu. Ela me convidou para comparecer amanhã, junto com o rei.

Mas tudo isso não me dará satisfação, enquanto eu vir aquele judeu Mardoqueu sentado junto à porta do palácio real". 

Então Zeres, sua mulher, e todos os seus amigos lhe sugeriram: "Mande fazer uma forca, de mais de vinte metros de altura, e logo pela manhã peça ao rei que Mardoqueu seja enforcado nela. Assim você poderá acompanhar o rei ao jantar e alegrar-se". A sugestão agradou Hamã, e ele mandou fazer a forca.”

Ester 5:9-14.

Hamã é o retrato fiel do ser humano que busca alicerçar sua vida na insana busca pela realização da conquista das coisas deste século. Sempre agindo com pragmatismo canalizou todas suas forças para galgar posições na sociedade e juntar riquezas como podemos observar no versículo 11 do texto bíblico acima. Tudo isso era motivo de muito orgulho e exaltação para Hamã. Sempre que tinha oportunidade na High Society da cidade de Susã ele não media esforços para “rasgar suas finas sedas”. Hamã era invejável por todos por ser um modelo de sucesso. Se alguém quisesse dá um exemplo de uma pessoa que se deu bem na vida, Hamã aparecia logo no topo da lista. Porém, nem tudo são flores, apesar de suas conquistas, seus títulos, poder, fama e muita glória, tinha algo que tirava a paz do “pobre coitado”. Esse “algo” tinha um nome e era MARDOQUEU. Esse MARDOQUEU sem que ele mesmo tivesse conhecimento era o motivo da insônia do infeliz Hamã. Como pode uma pessoa que “conseguiu tudo na vida confessar abestalhado que está decepcionado” por causa de um reles sujeito que não tinha nem onde cair vivo? Mardoqueu, diga-se de passagem, era um “Zé ninguém” que vivia à porta do rei Assuero (Versículo 9), uma pessoa que não tinha nenhuma representação social, aliás, era mais um desses cidadãos que se tornam invisíveis para sociedade.

Como Mardoqueu não se dobrava aos caprichos do ambicioso Hamã (Vs.9), a ira foi se enraizando no seu coração a ponto do mesmo desejar a morte do “Zé ninguém” e mandar construir uma forca para dá fim ao seu desafeto. O tiro saiu pela culatra e acabou que o insensato Hamã foi executado na sua própria forca. Tudo lhe aconteceu por causa do ódio que sentia por Mardoqueu.

Às vezes como Hamã também estamos procurando alimentar no coração o desejo de vingança. Às vezes também agimos com violência gratuita contra pessoas que não oferecem nenhum risco pra gente, mas, por causa da arrogância e prepotência nos achamos no direito de perseguir e maltratar os “Zés ninguém” que passam ou passaram por nosso caminho.

Será que valeu a pena para Hamã destilar tanta ira no coração? Não lhe era suficiente a amizade com o rei e a posição no alto escalão da corte? Será que a família que possuía com tantos filhos (Vs. 11) não era mais do que um bom motivo para esquecer de uma vez por todas de Mardoqueu?

Tem muito Hamã perdendo a cabeça por causa de Mardoqueu, eu mesmo já encontrei alguns na minha vida e quase construir “forcas” no meu coração para destruí-los, sem saber que eu mesmo seria a vítima, até que eu descobrir nas sagradas escrituras o seguinte texto: “Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós.” Colossenses 3:13

Pobre Hamã se tivesse conhecido as escrituras talvez não tivesse um fim tão trágico arquitetado por ele mesmo.

Aldrin Sena.

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